O seu negócio é para o Instagram?


A mentora Claudia Cezaro Zanuso, do Coletivo Pro Comunica, conversou nesta quarta-feira, dia 7 de outubro, com a jornalista e influencer Marília Andrade, idealizadora do Farejando por aí, canal sobre pets e afins no Instagram (@farejandoporai). Ao criar o canal, unindo as paixões por pets e viagens, Marília estudou a fundo o Instagram. Dedica-se a ele em paralelo ao seu trabalho na área de marketing em uma empresa de tecnologia. E dá aqui uma verdadeira aula de como tirar o melhor da rede social.

Marília logo avisa que o Instagram requer muita dedicação, já que é preciso postar todo dia, de forma planejada e linguagem coerente. A dedicação dá resultado. Em um ano, Farejando por aí conquistou 3.508 seguidores orgânicos.

Para ter um perfil pessoal, de empresa ou como influencer, diz Marília, o ponto primordial é definir que tipo de negócio é o seu. Qual é o tipo de perfil para o negócio, para a pessoa ou para o influencer? É para venda? De serviço ou de produto?

Não é preciso estar em todas as plataformas, mas deve haver uma identificação e ser natural. Não posso fazer um perfil que não seja eu.

Depois, é perseguir o posicionamento da marca – vou defender uma causa? Por que estar no Instagram? Preciso ter um objetivo e trazer um conteúdo relevante para levar ao público. Quem é esse público? Que linguagem usar? Em resumo:

  • Tipos de perfil (influenciador, venda de produtos, venda de serviços)
  • Traçar o objetivo do uso da ferramenta
  • Traçar o público para entender a linguagem

No Farejando, sei com quem falo. São pessoas que amam pets, que gastam com eles. Sei a linguagem, porque ela está no meu dia a dia. Para não falar sozinho, mas ter uma troca com o público, temos que usar a linguagem adequada.

Para estar presente no Instagram, a primeira medida é deixar o perfil aberto, se você quer expor seu produto ou serviço. Se a página está bloqueada, a pessoa desiste de seguir você.

Quanto mais simples e rápido o acesso, melhor. A foto e o nome são muito importantes. Foto dá mais proximidade, mas para empresas o logo funciona bem. Tudo precisa ser fácil de achar e identificar.

O que é a bio? É a própria introdução sob seu nome. É como um cartão de visitas. Uso hashtags ali, pois são uma forma de pesquisa e automaticamente ajudam a me acharem mais facilmente. É uma frase curta, dizendo o que você faz. Fácil de entender. 

Cuidar da comunicação visual é importante? Sim, muita gente vende só pelo Instagram. Ele tem que estar bonito e arrumado. A identidade visual deixa o feed em ordem, com itens da marca nos posts e padrão de raciocínio. No feed, todas as fotos juntas têm que ornar. Também é importante ter fotos bonitas. 

Quais recomendações para conteúdo? O ideal é que seja seu próprio conteúdo. Não copie textos de outros. Se for usar conteúdos de outros, insira entre aspas e publique a fonte, Muito respeito com conteúdo de outro profissional. Também não se deve só usar frases de impacto, mas trazer informações que possam mudar o dia a dia da pessoa. Relacione seu perfil com coisas que tenham a ver com a rotina das pessoas, recomenda.

Contar sua história faz a diferença. A pessoa tem que aparecer. Todo mundo gosta de conhecer a pessoa que está por trás do negócio, conhecer a história e o que pensa, para se identificar. Quando a loja traz só o produto, fica distante. Muita gente não gosta de aparecer, mas precisa. Grave, ensaie e faça aos poucos, porque isso cria conexão.

Para montar os posts, muita gente diz que não sabe mexer com arte. Mas tem muito aplicativo para stories e feed. E tem o Canva. Use no notebook na versão gratuita. Dá para fazer várias artes. Um bom jeito é testar: prepare tudo e depois suba na rede. Grave tudo no celular, guarde na galeria e vá postando aos poucos. O Insta nos testa o tempo todo. A gente posta, não gosta e vai melhorando.

Dos recursos do Instagram, o que funciona mais? O próprio Insta gosta que você use tudo. Quanto mais usar, mais ele vai mostrar você para outras pessoas. Dá para usar o mesmo conteúdo nos recursos da rede:

 Destaques – são as bolinhas em cima do feed. Só salvam stories. Quando quiser guardar, abra um destaque e jogue todas as stories sobre qualquer assunto. Há uma capinha que você pode personalizar. Veja no Pinterest. Por exemplo, coloque capa em todas as suas stories de viagens ou de receitas. Ponha uma para cada e jogue nos destaques.

·    Stories – É para aparecer. Quanto mais stories colocar, mais à frente ficam as bolinhas. Então, fica a dica: faça várias fotos, guarde e vá soltando nos stories. É legal mostrar o dia a dia, mesmo que seja empresa – mostre produção, a embalagem, a entrega. Fica só 24 horas, mas tem os recursos de enquete, perguntas, música. E podemos pôr dois stories. Os 2 ficam 24 horas. É bom alimentar durante o dia. Não precisa ser em tempo real. Pode ser da semana passada. Importante legendar vídeos (às vezes as pessoas estão sem acesso ao som) e taguear os locais onde está. Fiz a localização da Paróquia de São Francisco e pessoas que me acharam pela localização começaram a me seguir.

·     Taguear – é marcar pessoas e perfis. Isso cria uma rede de comunicação. Quando vou à Cobase, por exemplo, marco o lugar e às vezes eles compartilham. No story, a gente tagueia em cima do próprio texto, usando a arroba já aparece o perfil (confirme se é o certo). Pode marcar a localização pelo GPS. Já no feed, tem que marcar a pessoa ou colocar a localização.

·       Feed – pode ter foto, vídeo ou carrossel, que chama mais atenção. As pessoas veem uma a uma. Se você faz um carrossel com cinco fotos, seu perfil aparece cinco vezes, pois o robô entende que as pessoas estão vendo e vai mostrando mais. O caminho é se preocupar menos com os seguidores e mais com o engajamento. Recomendo pelo menos uma foto por dia – melhor uma por dia do que muitas num dia. No Farejando, tiro várias fotos e posto depois.

·         Reels – é a nova aposta para bater o Tiktok. São vídeos curtos, de 15 segundos, bem criativos. A vantagem é que vai para muita gente. Recomendo para mostrar produto. Por exemplo, um modelo provando roupa. Dá para editar, traz informação pela imagem, é descontraído e tem grande alcance.

·         IGTV – Aí ficam os vídeos com mensagens mais longas. As lives vão para o IGTV e o próprio Instagram tem aplicativo que consegue subir vídeos feitos em algum lugar. Fica tudo salvo ali. Pode ser live ou você falando do produto e do seu atendimento. E pode personalizar capa também.

·         Direct – Fique atento e sempre responda a qualquer mensagem. É por lá que falam com sua marca. Não deixe a pessoa falando sozinha. Tem que responder na hora. As pessoas são imediatistas e quanto mais rápido responder, melhor. Pode até deixar uma mensagem padrão pronta, mas o ideal é conversar.

·         Anúncios – O Instagram, como o Facebook, é uma ferramenta de negócios. Ele não entrega o seu conteúdo se você não anunciar. Faça posts ou stories próprios para isso. Anúncio é super importante – nunca compre seguidores, mas anuncie sim, quanto mais dinheiro, mais pessoas conseguirá para seu canal. O ideal é que faça pelo Face, mas o botão promover no Insta é muito fácil e dá para planejar bem o que quer. É muito difícil só organicamente.

Tudo isso deve ser feito com planejamento. Há um botão de informações do canal, que informa público, dia e hora que o post foi visto. É bom ficar de olho. A plataforma trabalha o conteúdo 24 horas, mas se postar na hora que as pessoas estão online, melhor. Os melhores horários são logo cedo ou à noite. A frequência é fundamental. Melhor um post por dia do que vários em um dia e ficar dias sem postar.

Marília também esclareceu que no Instagram não é possível colocar links nos posts. Já na bio é possível colocar um link de contato desde que seja preenchido pelo computador. Usando aplicativos como o link tree você pode colocar mais de um link, inclusive, mas alerta que não adianta fazer um link tree se não tiver conteúdo. Já o recurso de arrastar para cima nos stories só pode ser usado por quem tem mais de 10 mil seguidores. É possível fazer o 'arrasta para cima' porém, quando é para puxar um vídeo do IGTV. Ao fazer uma live, por exemplo, é possível salvá-la no IGTV, gravar uma storie falando sobre a live e colocando o 'arrasta para cima' linkando com o vídeo que foi salvo no IGTV.

E atenção às dicas preciosas da Marília:

Erros mais comuns

  • Não seguir um padrão de comunicação – principalmente visual. Estética é fundamenta
  • Não ter frequência – aproveite um domingo, pense nos posts e se programe
  • Falar sozinho e não interagir com o público – responda aos comentários da sua foto
  • Achar que o Instagram vai salvar as vendas do negócio – Instagram é só uma ferramenta, uma parte da presença digital
  • Não ter conteúdo original – escreva ou contrate alguém para escrever
  • Misturar profissional com pessoal – pense no objetivo do canal, como falamos no início. Se sigo uma pessoa por seu trabalho e ela mostra também a família, paro de seguir. Tem que ter uma continuidade de raciocínio.

Para ter sucesso

  • Tenha paciência. O importante é o engajamento, não o número de seguidores. É um trabalho gostoso, mas que exige dedicação. Não dá para ser de um dia para o outro. Como influencer, dedico umas três 3 horas por dia. É mais fácil se programar para a semana. Mas postar a cada dia e entrar para interagir com as pessoas.
  • Nunca compre seguidores – sorteios são bons, desde que sejam coisas do seu negócio, do seu serviço, não adianta sortear um produto conhecido para atrair gente que depois vai deixar de seguir você.
  • Interaja com outros perfis que são parecidos com o seu.
  • Faça colaborações, isso ajuda o perfil a crescer e ajuda com conteúdo.
  • Contrate um profissional: você não espera ter dinheiro para contratar, você contrata para ter dinheiro.

Se quiser tirar dúvidas com Marília, mande pelo e-mail coletivoprocomunica@gmail.com

 

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